segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Hey London!!!!!!!!!!!


Ok, estou finalmente em Londres…Foram 12 horas de vôo de SP ate aqui, bastante cansativas, por sinal… Tive de me virar com meu inglês precário no vôo e fiz um esforço enorme para entender algumas palavras da comissária em cada momento que oferecia comida. Mas, no desespero a gente se vira… Quando reconhecia uma palavra, repetia afirmando com a cabeça. Foi hilário!!!! Mais ou menos assim : " blablablablblablaCHESSE". E respondia: "yes, cheese". Foi bem engraçado e no final consegui comer muito bem! Dormir foi difícil devido a ansiedade, mas o cansaço me venceu e cochilei um pouco.

Chegar em Londres, no entanto, foi incrível! Ver a paisagem de cima, aquelas casinhas de tijolos vermelhos, os campos de futebol (eram muitos), as arvores e os barcos no Tamisa…Tudo foi crescendo diante de mim enquanto o avião pousava. Fiquei rindo sozinha e o barbudo  sentado ao meu lado deve ter me achado doida. Que se dane! Sou uma doida em Londres!!!!!

Enfim…estou amando cada momento aqui, a cidade parece um caleidoscópio cultural, tem gente de todo tipo e com todo tipo de roupa…Adooooro isso! Ninguém reparando em ninguém… Mas, a parte mais divertida e poder falar alto um monte de besteira e ninguém entender!!!!! Ou pelo menos eu acho que não!!!!!!



P.S: As fotos foram tiradas pelo Ben Scheidt, no local em que eu moro e nas redondezas. Visitei alguns pontos históricos famosos, mas estavam muito cheios e eu cansada de mais para bater fotos…enfim, essas sao as primeiras!!!!







A rua onde vou ficar por um bom tempo!!!!Eu achei charmosa…




Obs: Minha acentuação gramatical esta com falhas, pois o note que estou digitando tem teclado para inglês ou seja, nao tem acentos, o que tem sido uma tortura, mas…vai assim mesmo! Beijos!!!!!!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sobre malas e tristezas...

Não sei exatamente como tudo começou, sei que de repente me vi fazendo as malas e entrando num ônibus. Chorei o trajeto inteiro... chorei em silêncio, um choro cansado, doído e magoado. Minha mãe estava me esperando na rodoviária, quando a vi, chorei novamente, por alguns minutos e abraçada com ela.

Não entendo a vida...num dia você está feliz, sentindo uma paz, um aconchego... Então, sem aviso algum tudo muda e você começa a fazer malas sem saber aonde vai. Tem vontade de sumir, de deixar toda a decepção para trás  e de recomeçar. Mas não faz ideia de como fazê-lo...

As coisas não saíram do jeito que eu planejei, sei que é meio presunçoso da minha parte mas, no fundo, achei que comigo seria especial, diferente sei lá...Não foi. E não importa o quanto eu me esforce para ver tudo por um lado positivo, ainda não consigo, só penso no tempo que perdi...

Então, eu estava completamente arrasada, maquiando a tristeza dos olhos para tentar encarar o sol, quando surgiu a possibilidade de dar um tempo, de acalmar o medo e, quem sabe, me reinventar em outro canto... 

Voltei às malas, tinha que organizar uma vida nelas, o que é complicado já que nada, no momento, me parece definitivo. Ainda tenho que lidar com esse frio enorme na barriga e com os pesadelos constantes. Não sei como fazer. Não sei, mas vou fazer...O que eu sei é do hoje, do que preciso...

Preciso descansar a alma, preciso de novidade de vida, de brisa no rosto e de algum sentido real nas coisas. Só quero que esta sensação de estar suspensa, vendo  tudo de fora, passe...Quero me sentir em casa de novo e não ligo se for do outro lado do atlântico.

Enfim...as malas estão arrumadas do jeito que tinham de estar, já o coração, eu  arrumo depois...!


L.K

segunda-feira, 2 de junho de 2014


É que no fundo, bem no fundo, tem coisa em mim que nem eu entendo. Eu exijo que você compreenda, pois é, mas até eu me perco nas minhas linhas e entrelinhas.

É tanta coisa que eu preciso por pra fora, tanta dor remoída, tanto caquinho de coração quebrado... O fato é que sempre me fiz sorriso para ser forte, me fiz sol quando era tempestade. Fui uma boa pessoa colocando curativos e remendos onde precisava. O problema é que eu fiquei cheia de feridas, coisas que não sei como curar. Flashes de memórias que nem entendo, de tristezas que vão além do que enxergo.

Eu queria ter pulso mais firme, não deixar meus sentimentos sobrepujados à vontade dos outros. Queria dizer não, bem alto e declarado e exigir respeito pelo meu espaço, minha particularidade, meu silêncio...

Mas eu tenho essa mania boba de ceder, de tentar ajeitar, de equilibrar e quando vejo estou sufocada pelos caprichos e problemas alheios... É aí que, para tentar encontrar um pouco de ar puro, acabo metendo os pés pelas mãos. O pior é que eu sei onde erro e compreendo perfeitamente o tamanho da burrice. Sofro em dobro, por ter sido vítima e carrasco, tudo junto. 

Depois de enxergar meu erro, de ver que meu grito de socorro não saiu do jeito que eu queria, fico repetindo para mim mesma, como um mantra sagrado, “deixa rolar menina, deixa toda essa água sair, chora...mas chora com a alma  e lava ela nessa tristeza, porque não dá de ser forte todo o tempo”. Falo baixinho comigo mesma, tentando me convencer que eu tenho o direito de errar e de declarar: “não deu, não consegui”. Sussurro comigo até o corpo todo cansar e se entregar ao sono. 


Não dá pra sorrir o tempo todo nem ser ombro quando na verdade está precisando de colo. Não dá para aguentar tudo...não mesmo. Nem tem como agradar meio mundo. Cada um é responsável por si e isso já esgota em demasia. Sou tão boa em mentir para mim que quase me convenço disso, todas as noites, antes de dormir...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

E não importa o que aconteça, sempre vou acreditar que poesia e café podem melhorar tudo!


É que eu sou assim, toda molhinha por dentro, toda cheia de acreditar nas coisas boas, nas pessoas, na vida, no pote de ouro no fim do arco-íris...

Tá certo que muitas vezes me revolto, dá vontade de trocar tudo de lugar, de ajeitar e fazer tudo do jeito que acho certo. Mas não é dureza de coração não, nem prepotência, é só minha vontade de consertar o que tá torto, de equilibrar, de melhorar...

Você pode falar muitas coisas, afinal, sou toda feita de defeitos. Mas uma coisa, pelo menos,  me faz valer à pena . Sempre busco o melhor de mim e em contrapartida, espero o melhor de todos. Isso me faz quebrar a cara de vez em quando, confesso. Dói!

Se eu pudesse mudaria o mundo! Sou uma romântica incorrigível, não tem jeito. Sou guiada pelo otimismo...Ainda não sei se isso é bom ou não.

Enfim...sou aquele tipo que fala: "vem cá, vamos conversar, não se preocupa, vai dar certo." E eu realmente acredito que vai dar... esse é o ponto. Eu sempre acredito! Ainda não sei se isso é bom ou não.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Duas almas...Alceu Vamosy



Para fechar o final de semana, aí vai um poema que eu amo, que é todo charmosinho, meigo e doído... E um viva para a poesia que me acalma!
Boa leitura!

Duas almas

Ó tu que vens de longe, ó tu, que vens cansada, 
Entra, e, sob este teto encontrarás carinho: 
Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho, 
Vives sozinha sempre, e nunca foste amada...

A neve anda a branquear, lividamente, a estrada, 
E a minha alcova tem a tepidez de um ninho, 
Entra, ao menos até que as curvas do caminho 
Se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa, 
Essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua, 
Podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha. 
Há de ficar comigo uma saudade tua... 
Hás de levar contigo uma saudade minha...

sábado, 18 de janeiro de 2014

Desencanto - Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.
 (Manuel Bandeira)