domingo, 30 de junho de 2013

E acabou o domingo...

 Depois de mais um final de semana úmido em Joinville é hora de começar a preparar o psicológico para uma nova segunda-feira.  Vamos começar a semana valorizando as coisas certas!?
Boa noite...





sexta-feira, 28 de junho de 2013

Inspirações para um final de semana geladinho!!!!



Meia calça com carinha de 7/8 para sábado a noite,




Um pouco de cor e descontração para um almoço de domingo,


E por fim, chocolate quente para dois! Sempre bem vindo... 


Bons sonhos!

Mais uma dessas que só a vida te ensina...


Sempre fui o tipo que quer muito! Pois é, não consigo segurar essa vontade maníaca de querer mais e mais. Exijo tanto da vida que as vezes mal tenho tempo de viver um dia de cada vez. Eu estou sempre esperando. Sou uma sonhadora convicta.

Não me contento com um pôr do sol, ele tem que ser perfeitamente alaranjado e com nuances  cor de rosa se espalhando pelo céu. Não aceito um dia simples e cinza de chuva, eu quero ver sombrinhas coloridas atravessando pela rua, todas juntas, com suas cores refletindo no chão molhado. Não consigo dormir com alguma coisa "encasquetando" na cabeça, tenho que resolver, colocar todos os pingos nos “is” e aí sim, com tudo acertado, dormir tranquila.

A questão é que quero tudo pronto, do jeito que eu gosto e na hora marcada. Isso é determinação pura! Mas a vida não é assim. Não é essa tela pintada à óleo, com todos os contornos perfeitos  que eu imagino. É abstrata de mais para se prender em contornos.

As pessoas quase nunca reagem da forma que eu planejo e, muitas vezes, meu ponto de vista é só mais um ponto perdido no emaranhado que é essa tentativa, desenfreada, de ser feliz.

Preciso esperar menos das pessoas. Cobrar menos delas. Preciso esperar menos de mim e parar de querer enxergar meu reflexo andando por aí. Ninguém é como eu. Ninguém é como ninguém. Temos os mesmos anseios, as mesmas necessidades básicas mas, olhando pelo lado de dentro, cada um tem sua maneira de levar os dias. Cada um tem seu ritmo, sua opinião, suas falhas e acertos.

Preciso entender que, quando as coisas não saem do jeito que espero não significa que vão sair completamente erradas. Talvez o caminho tenha curvas diferentes e pareça mais cansativo. Porém, no fim, mesmo por outros rumos, eu vou chegar ao meu destino. Preciso parar de tentar controlar o fluxo da estrada e aprender a olhar pela janela. Preciso aprender a apreciar a paisagem.
(L.K)



segunda-feira, 24 de junho de 2013

É só meu jeito...inconstante e imperfeito...







Eu não sou a pessoa mais sensata deste planeta bagunçado. Meter os pés pelas mãos para mim é tão fácil quanto comer cheesecake de amoras. Então, conte com minha maturidade, minha empatia e minha complacência nos seus momentos difíceis. Mas quando eu fizer “tempestade em copo d'água”, peço que entenda que esse é meu momento trágico da vida e ainda que você discorde com veemência, eu realmente estou sentindo toda aquela dor estampada na cara, nos olhos e no corpo...

É que tudo em mim ou é muito ou é dobrado. De qualquer jeito eu me transbordo de emoção. Se estiver apaixonada por você, vou estar com toda a força do mundo. Vou andar em nuvens e ver o mundo com lentes cor de rosa. Mas se você me tirar do sério. Acredite, eu vou sair! Eu vou sofrer, vou detestar, vou me arrepender de todos os domingos alegres de sol que me iludiram e vou dormir... Exausta. Mas no dia seguinte, quando olhar pros seus olhos e sentir falta da pressão do teu braço na minha cintura, vou te amar de novo...com o corpo todo...com tudo novo.

Não liga não...Meus dias revolucionários, em que tento mudar o mundo, vão normalmente começar por você. Mas...vai passar. E então vou voltar a ser a menina docinha, como brigadeiro em dia de chuva,  que você conheceu. 

Bem que eu gostaria de facilitar, mas não é fácil para mim ter toda essa intensidade controlada no peito. É que eu sempre fui o tipo que pisa no freio toda vez que a felicidade vira a esquina. É medo, medo de despencar do meu estado de graça. Não quero mais isso... Se não estiver bom, eu vou falar, vou gritar e espernear... Mas quando as coisas estiverem no lugar, vou sentar na rede e tomar guaraná com você até o sol desaparecer. 

Quero me dar esse presente. Vou me dar o direito de cortar laços com tudo o que mancha o sorriso. Ainda que para isso eu tenha que me desfazer de partes de mim. E se doer, vou chorar com a cara no tapete e soluçar até o peito cansar...Depois eu levanto, abraço o travesseiro e durmo quietinha, pedindo que a vida me acorde devagar pela manhã e que eu sobreviva, afinal, é só mais um dia...

(L.K)



Tô ouvindo...




quarta-feira, 19 de junho de 2013

E de-repente, quando pensei que era mais uma noite de folia, o Brasil me comoveu e eu me senti em casa...

Sabe, eu nunca fui muito fã de ter nascido no Brasil, não me entendam mal...Hollywood mexeu com a minha cabeça. Sem contar as dezenas de autores europeus que li ao longo dessa minha vida fofa!
Ah, e eu sou elétrica de mais para o jeito pacato do Brasil. Sabe, eu sou uma idealista, romântica incorrigível, então fica difícil concordar com a apatia brasileira diante das injustiças sociais.

Também tem o fato de eu amar (enlouquecida e perdidamente) história. E se tem uma coisa que o povo da "gringa" cuida é da sua história, seus monumentos e sua cultura. O Brasil fica beeeem atrás nesse quesito. Além disso, ainda tem aquelas roupas super charmosas do inverno europeu que me matam de desejo.

Por essas e outras, eu gostaria sim de ter nascido na França, na Itália, na Escócia, ou num daqueles paisesinhos, bem minúsculos, que provavelmente  foram apenas feudos na idade média.

Mas não nasci né!? Nasci aqui, na beira da praia e com samba no pé (um pouco fora de ritmo, admito). Com isso, acabei me tornando uma dessas pessoas inconformadas, inquietas e revoltadas. Um verdadeiro peixe fora d'água. Pior, um peixe branquelo contrastando com o dourado dos outros! Que coisa...

Acontece que nesta última semana, noooossa...! Eu fui a loucura com todo esse levante popular em favor do País. E não vem com esse pessimismo de que "isso vai acabar em nada". Algo desta dimensão não pode não acabar em algo. Entende????É um marco...mais um!

De repente passei a acreditar num Brasil melhor, mais atento com seu dinheiro, mais apegado à educação e ao trabalho. Sem tanto oba-oba! De repente ouvi minha voz crescendo e se tornando a voz de milhares, me senti abraçada por uma multidão que marcha sem medo. Um pouco confusa talvez, mas com a coragem e vontade de mudar, estampadas no peito. De repente percebi que muita gente que andou por essa vida calado, tinha muito a dizer e que, apesar de não termos resistido à ditadura e nem pintado a cara pelas diretas, minha geração está lutando. Não por centavos, não contra um time, não contra um único presidente. Estamos lutando por um povo. Por dias melhores. Por Brasileiros melhores.
(L.K)







A luta dos nossos pais!




A nossa luta!


P.s: Continuo querendo ir para Paris, mas "to" orgulhosa dos brasileiros!









































segunda-feira, 17 de junho de 2013

Por que chorar é normal

Essa coisa de que a gente não pode sentir pena de si é a pior babaquice já contada pelos mentirosos de Hollywood. O pior é que a gente acredita e fica se fazendo de forte todo o tempo. Pelo amor! Se a mala tá pesada, joga um pouco das tralhas fora e alivia o peso. Se os olhos estão cheios, deixa vazar toda essa água e inundar o mundo. Se sua vida for tão complicada a ponto de te pirar vez ou outra,  reclame.


E nem vem com essa de que reclamar não muda nada. De fato. Não muda... Mas "super" alivia. Poxa, a gente nasce sem saber o que tá acontecendo, onde tá chegando e quando vê já tem um monte de referências familiares pipocando na cabeça. Nem dá tempo de tirar as próprias conclusões e já vem todo mundo dizendo que isso é errado, que aquilo é melhor, que chuva molha, fogo queima...

Com tudo isso ainda querem que a gente viva loucamente sendo feliz todo o tempo. Como? Me explica? Sim por que tem hora que tudo o que eu quero é sentar no meio fio, deitar a cabeça no joelho e chorar até a barra da calça encharcar. Mas eu posso fazer isso? Claro que não! Tenho que escovar o cabelo, passar batom e fingir que não tem uma bomba “tique-taqueando” dentro de mim.

Que saco. Que porcaria. Que coisa! Quero ter direito a sentir dor e fazer careta, quero lamentar minha sorte, quero sentir pena da minha situação e quero, sim, ingerir calorias desnecessárias como escapismo para a tristeza. Mas quero tudo isso sem ninguém entupindo minha cabeça com autoajuda e clichês do tipo “você supera”, ou “tem gente em situação pior”. Eu sei que tem. Sei que a África continua faminta, que a violência só aumenta e que muita gente está, nesse momento, sofrendo num hospital. Mas para mim, para a minha capacidade de superação, tá difícil também. Problema não tem tamanho, força para superar é que tem. E se eu não estiver a fim de superar, não quero “ter” que superar. Não agora, não na marra... Talvez amanhã quando os olhos desincharem e o peso nos ombros diminuírem eu supere. Mas agora eu quero é sofrer com toda a vontade. Quero chorar até a tristeza secar. Quero ser mimada,  acalmada e quero um copo de água com açúcar, por favor!
(L.K)